São Tomé e Príncipe: bem-vind@ ao paraíso

“Leve-leve” é o mantra de quem vive em São Tomé e Príncipe e que contagia o visitante mal aterra neste pedaço de paraíso a  seis horas de distância de avião de Portugal. “Leve-leve” pois aqui não há lugar para stress ou preocupações, só para relaxar, deixar-se render pela beleza que o rodeia e apreciar o momento.

Bem-vindo ao segundo país mais pequeno de África, a seguir às Seychelles, mas igualmente belo. Um país onde tudo é verde, luxuriante e exótico. Onde há praias desertas de fina areia branca, mar azul e é Verão o ano inteiro. Um país em estado praticamente virgem, com séculos de história a ligar-nos e onde os portugueses desembarcaram há mais de 540 anos.

 

Rumo a sul

 

A primeira paragem mal se sai do aeroporto é a cidade de São Tomé e Príncipe que nos brinda com a sua beleza e tranquilidade especial. Parece saída de outra época, a contemplar o mar a partir da sua avenida Marginal. É fácil gostar desta capital, que se pode percorrer a pé, com os seus edifícios coloniais e as cores alegres dos mercados. Como pontos de interesse encontra a Sé Catedral, o palácio presidencial, a praça da independência (proclamada a 12 de Julho de 1975), o forte de São Sebastião e a associação cultural Cacau, o centro artístico da cidade, com um restaurante e eventos a acontecer.

Uma só estrada circunda a ilha e, à falta de transportes públicos, a melhor maneira de viajar é já tendo tudo organizado ou alugando um jipe. Tendo como ponto de partida São Tomé (a capital) há muito para conhecer, quer para norte ou para sul.

No entanto, geralmente o visitante sente uma urgência em rumar para sul, em direcção ao Ilhéu das Rolas para uns merecidos dias de descanso, sol e praia. O transfer leva-nos por estradas que já viram melhores dias e ao fim de três horas chega-se ao ponto mais a sul da ilha, atravessado pela linha do Equador. Pelo caminho passamos por estradas ladeadas por verde, begónias gigantes e hibiscos, e num dos troços mais bonitos da viagem somos surpreendidos pelo Cão Grande, uma pedra com quase mil metros de altura, que rasga a paisagem em direcção ao céu.

Chegados a Porto Alegre, uma lancha leva-nos para o Ilhéu das Rolas Resort. A viagem dura cerca de 20 minutos e à espera está tudo aquilo com que sempre sonhou. É um dos destinos mais apetecíveis, quer pela beleza do resort, completamente em sintonia com a paisagem que o rodeia, quer pelas praias e tranquilidade. A palavra de ordem é descansar, quer seja estendido numa espreguiçadeira na praia à sombra de um coqueiro ou na piscina de água salgada em forma de coração. O fundo do mar é também uma das maravilhas para descobrir, com os seus corais e diferentes espécies de peixes. No centro de mergulho encontra opções para dar a volta ao ilhéu de barco, fazer mergulhou ou snorkelling. Já de regresso a terra, porque não explorar o ilhéu? A pé, claro, pois aqui não existem veículos motorizados. Uma curta caminhada leva-nos ao marco do Equador onde podemos estar literalmente com um pé no Hemisfério Norte e outro no Hemisfério Sul (o local está assinalado desde que Gago Coutinho aqui fixou a passagem). É provável que alguém se ofereça para o guiar nesta volta ao ilhéu, para lhe mostrar as furnas, onde a água é “cuspida” pela rocha, ou a praia Café, uma das mais bonitas.

A partir do resort há ainda excursões para explorar a zona sul de São Tomé, como a praia Jalé, com o seu extenso areal ou a praia Piscina, onde o mar é verde.

 

O norte menos conhecido

 

Já de regresso à capital, aproveite para parar para almoçar na Roça de São João, em Angolares. Esta é a roça de João Carlos Silva, que ficou conhecido com o programa Na Rocha com os Tachos, da RTP África, e a comida de fusão vale a pena. Se preferir, pode também aqui dormir e tentar imaginar como era a vida numa das muitas roças de cacau e café que durante tantos anos foram o centro da economia do país. Continuando em direcção à cidade, passa ainda pela roça Água Izé e pela Boca do Inferno. Pelo caminho repare como tudo brota e cresce neste pequeno pedaço de terra fértil, onde até os frutos são gigantes.

A partir da capital, outra sugestão de itinerário é aventurar-se num passeio de um dia para norte, onde vai encontrar a bela praia dos Tamarindos, ladeada por coqueiros, seguida da praia das Conchas e da beleza emblemática da Lagoa Azul . É no norte também que se situa a roça Agostinho Neto, uma das maiores e onde até há pouco tempo estava sediado um hospital. Outra paragem obrigatória é em Neves, uma cidade costeira bastante movimentada onde o visitante vai ter uma experiência gastronómica inesquecível. É aqui que fica o Santola, um dos mais famosos restaurantes da ilha. Não se assuste com o aspecto do local cuja especialidade, como o próprio nome indica, é a santola, acabada de apanhar, levemente picante, de comer e chorar por mais.

Uns quilómetros mais à frente chega-se à Roça Diogo Vaz, com a sua plantação de cacau e onde  um pouco mais à frente a estrada acaba. Temos aqui mais uma lição de história, perto de Diogo Vaz, ao vermos o marco junto ao mar que assinala a chegada dos navegadores portugueses João de Santarém e Pêro Escobar à ilha em 1470. Desabitadas até então, os portugueses colonizaram-nas e tornaram-nas um entreposto de escravos. O cultivo de cacau e café foi a monocultura desenvolvida desde o século XIX, chegando São Tomé a ser um dos maiores produtores mundiais de cacau. Hoje em dia é famoso o chocolate Corallo, produzido pelo italiano Cláudio Corallo na ilha.

São Tomé é um país pobre mas onde as pessoas são doces e brindam o visitante com um sorriso simpático. Por isso deixe-se embarcar numa viagem de sonho onde tudo é “leve-leve”.

 

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Comentários “São Tomé e Príncipe: bem-vind@ ao paraíso”

  1. Joana G.

    Esta foi sem dúvida uma das viagens da minha vida. É um país tão bonito e acolhedor que é difícil de pôr em palavras. Espero regressar muitas e muitas vezes.

    • viagensabreu

      Olá Joana, deixa-nos felizes ter gostado tanto de São Tomé e Príncipe como nós gostamos. Junte-se e deixe-nos um pequeno relato da sua viagem aqui >> http://bit.ly/zNf6HK

      Um abraço viajante