Baviera: o lado mágico da Alemanha

 

Pitoresca e encantadora, a Baviera faz lembrar o melhor dos contos tradicionais. A região consagra grande parte dos seus recursos à música e artes e o seu ambiente cultural não tem par. De Munique, a cidade mais visitada da Alemanha, às suas vilas deslumbrantes, sem esquecer a beleza natural da paisagem e a deliciosa gastronomia, a Baviera é simplesmente fascinante.

 

 

 

 

 

 

Munique

 

É a terceira maior cidade da Alemanha, mas a número um no que ao turismo diz respeito. Este é um ponto perfeito de partida para uma visita à região. Marienplatz é a praça de origem medieval onde pode contemplar a nova Câmara Municipal (em estilo neogótico), a coluna de Maria, erigida em 1638 para comemorar a derrota dos invasores suecos e, às 11h e 17h, as coloridas figuras do relógio de cuco (Rathaus-Glockenspiel) interpretando lendas do século XVI. A catedral de Munique (Frauenkirche), com as suas torres abobadadas, é outro monumento que merece uma visita. Mas, neste bairro de longas áreas pedonais, o mais difícil será mesmo não tropeçar em edifícios históricos.

 

 

 

Amantes de arte e música terão sempre a agenda preenchida nesta cidade que conta com mais de 60 teatros, três dezenas de museus, três orquestras sinfónicas, duas companhias de bailado e uma ópera ao nível das mais conceituadas do mundo. A Antiga Pinacoteca, com uma coleção de arte alemã, flamenga, italiana e espanhola da época medieval ao século XVIII, a Nova Pinacoteca, repositório de arte impressionista, e a Pinacoteca Moderna, dedicada à arte e ao design contemporâneos, devem fazer parte da sua lista, tal como a Haus Der Kunst. Não deixe de conhecer ainda a Residência de Munique, a sede de governo e domicílio de duques e reis bávaros com os seus 10 pátios e 130 salas que ilustram os géneros arquitetónicos e decorativos do Renascimento, Barroco, Rococó e Neoclassicismo.

 

Em termos de jardins a cidade goza de um pulmão verde invejável: o Jardim Inglês, maior que o Central Park, em Nova Iorque, está repleto de surpresas para quem quiser passar tempo a descobri-las, desde um salão de chá num jardim japonês a um templo neoclássico, de um beergarten inspirado num pagode chinês até a espaços para a prática de desportos (incluindo surf, no rio Isar), e de extensos relvados para apanhar banhos de sol e fazer piqueniques a um emaranhado de caminhos por densos bosques.

 

 

E, claro, não podemos esquecer o motivo que conduz anualmente milhares de turistas à cidade: o famoso Oktoberfest. Celebrado pela primeira vez a 12 de outubro de 1810, no matrimónio do príncipe herdeiro Luís I da Baviera e da princesa Thérese, contou com corridas de cavalo, comida e, naturalmente, muitos barris de cerveja. No final do século XIX foram erguidas as primeiras grandes tendas e o resto é história, como se costuma dizer. Com 6 milhões de visitantes anuais a festa tem início em setembro e termina no primeiro domingo de outubro. Se quiser visitá-la planeie com alguma antecedência. Mas em qualquer altura do ano, nas pequenas praças cheias de carrinhos de salsichas, pretzel ou vinho quente, sentirá algo do espírito do certame pela cidade.

 

Castelos, Vilas e Montanhas

 

A Baviera está semeada de adoráveis vilas e aldeias que parecem saídas das páginas de um livro de histórias. Quanto a castelos e palácios a escolha é igualmente grande. Aventure-se a sair da área metropolitana de Munique e deixe-se cativar por esta região mágica.

 

 

A sul de Munique, o Palácio de Linderhof é uma excelente primeira paragem. O mais pequeno dos palácios construídos por Luís II da Baviera teve inspiração no pavilhão de Maria Antonieta em Versalhes, o Petit Trianon. Era aqui que o excêntrico Luís queria refugiar-se das solicitações da vida de monarca. No entanto, a grande obra deste rei (conhecido também como o Rei Cisne ou o Rei de Conto de Fadas) foi o castelo de Neuschwanstein, em estilo medieval (e, no entanto, com todas as inovações tecnológicas à época disponíveis cuidadosamente dissimuladas) e dedicado ao compositor Richard Wagner. Esta grandiosa fantasia, que serviu de modelos para o castelo da Bela Adormecida, na Disneylândia, merece uma visita com tempo.

 

 

A vila de Coburg é conhecida como “a estrada dos castelos”, pois conta com três (Veste Coburg é um dos maiores e mais belos do país), além de um palácio, de uma fortaleza e de um convento franciscano. Aqui passaram temporadas os compositores R. Strauss, Berlioz, Lizst e o violinista Paganini. Coburg é ainda conhecida pelas suas bonecas, à qual é dedicado um museu e um festival internacional.

 

 

 

 

Kelheim é uma vila consagrada à bebida tradicional da região, a cerveja. Antiga povoação celta, perto do Danúbio, possui o que se pensa ser a cervejaria mais antiga da Baviera, no mosteiro beneditino de Weltenburg, fundado no século VII por monges irlandeses e escoceses. Visite o mosteiro e depois experimente a cerveja premiada e o queijo, tudo com selo monástico.

 

 

Isny im Allgäu é uma vila medieval com um centro histórico disposto numa curiosa forma oval. Conta com um castelo habitado por monges beneditinos e foi palco de confrontos entre católicos e protestantes na época da Reforma. Bamberg, cujo centro histórico foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO, é um centro universitário que conta também com a sua própria orquestra sinfónica. Mas a sua criação mais famosa é a rauchbier, cerveja de malte defumado que poderá provar em várias cervejarias da vila.

 

 

 

 

 

Com tantas povoações a visitar, importa não esquecer o impressionante cenário natural da Baviera: estamos na região dos Pré-Alpes Bávaros, perfeitos para amantes de montanhismo e caminhada, dos quais faz parte Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, cujo cume foi conquistado apenas em 1820 (hoje, três funiculares ajudam na ascensão). O Lago Chiemsee é outra zona de lazer bem conhecida e nas suas ilhas pode encontrar o Palácio de Herrenchiemsee, que pretende ser uma réplica de Versalhes, e um Mosteiro de freiras beneditinas famoso pelo seu licor e maçapão.

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