O melhor da Islândia: não perca!

 

 

Uma ilha repleta de vulcões no inóspito Atlântico Norte. À primeira vista, é uma descrição que dificilmente cativa. Mas leia aqui porque é que a Islândia é um destino cada vez mais popular!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reiquejavique

O que começou a popularizar a Islândia nas rotas dos viajantes foi a sua capital, Reiquejavique. Com uma população muito jovem, nem mesmo a crise económica lhe abrandou o ritmo. A vida noturna é invejável, bem como o número e qualidade dos restaurantes. Mas até aqui, nesta cidade tão cosmopolita, a natureza se faz sentir. A Hallgrímskirkja é uma igreja impressionante cuja arquitetura foi pensada para ecoar o resvalar da lava. E mesmo no centro da cidade nunca estará longe de uma nascente de águas quentes – ou seja, há um spa ao virar de cada esquina! Para conhecer a história e a tradição da Islândia, e em particular a viquingue, deve visitar o Saga, onde cuidadas recriações históricas fazem desta instituição tanto um museu de cera quanto um de arqueologia. Na Nordic House, projetada pelo finlandês Alvar Aalto, encontra tudo o que diz respeito ao design nórdico e também o conceituado restaurante Dill. Já o Nýló dedica-se à arte visual contemporânea. Acima de tudo, será difícil visitar Reiquejavique sem que esteja a decorrer um importante festival: de música (popular, jazz ou clássica), arte, cinema, moda, design, gastronomia ou consagrado aos mais pequenos.

 

 

 

 

Natureza

Dir-se-ia que lhe bastavam as auroras boreais e as atividades de observação de aves e baleias para concentrar atenções. Mas a verdade é que o grande trunfo turístico da Islândia é também, e cada vez mais, a sua paisagem, aparentemente tão agreste e árida mas também tão diferente aos nossos olhos. O Parque Nacional Vatnajokull é um impressionante local de natureza imaculada, no qual se destacam estranhas formações geológicas, geysers, pastoreio de renas e, claro, as assombrosas cavernas de gelo. As visitas ao coração dos glaciares devem ser planeadas com alguma antecedência, pois é imprescindível fazer-se acompanhar de um guia que conheça o terreno. Se preferir antes aproveitar água a uns deliciosos 38ºC rume à famosa Lagoa Azul de Grindavík, uma das atrações mais famosas da ilha, a pouco menos de uma hora da capital. No sudoeste do país, na área geotermal de Haukadalur, encontra também o impressionante geyser Strokkur: a cada 8 minutos, uma pequena erupção de água sai projetada a 15/20 m de altura (e ocasionalmente a 40m). No sul da ilha, outra visão impressionante é o “vulcão verde” Maelifell, no Parque Natural do glaciar Myrdalsjokull, um monólito que se ergue de uma paisagem plana e cinzenta num incrível tom esmeralda. Também em matéria de quedas d’água a Islândia não tem par, com dezenas de belas cascatas. As mais populares são Gullfoss, Dettifoss e Skógafoss – de acesso mais difícil, no oeste da ilha, Dynjandi é também inesquecível. E porque não terminar as suas férias com um dia na praia? Como tudo o resto neste país insólito, aqui, até as praias são originais: em Vik, a areia preta e o cenário de cumes nevados completam uma paisagem absolutamente singular!

 

 

 

 

Tipicamente Islandês

Muito distingue a cultura islandesa: o seu gosto pela modernidade é apenas ultrapassado pelo apego às tradições. Por exemplo, sabia que a maioria dos habitantes da ilha ainda hoje acredita na existência de seres sobrenaturais, tais como fadas e duendes? É uma crença profunda e que chega a ter influência suficiente na vida pública para que a construção de novos edifícios e campos de golfe seja interrompida e transferida de local. Aliás, se tiver curiosidade sobre este assunto nada como assistir a uma palestra de três ou quatro horas na Álfaskólinn (a escola de duendes), onde poderá aprender tudo sobre o Huldufólk, a criatura mitológica do país, tomar um belo pequeno-almoço ou lanche tradicional de panquecas e doce e ainda ficar com um certificado! Os cavalos islandeses são outra presença típica na paisagem. Segundo o registo histórico terão chegado da Noruega há cerca de 1000 anos. No entanto, a raça equestre original extinguiu-se e conserva-se apenas nesta ilha. De pequena estatura e muito peludo, o cavalo islandês faz lembrar um pónei. Existem várias companhias que organizam passeios a cavalo nestes exemplares autóctones, uma experiência única. Não se espante pela proliferação de livrarias. Os islandeses são não só um dos povos que mais lê como também um dos que mais publica. Uma estatística muito repetida é a de que um em cada dez islandeses é um autor publicado. Esta bibliofilia culmina na véspera de Natal, onde o presente mais comum é o livro, o que inspira a expressão Jolabokflod (a inundação de livros)!

 

Convencidos? A Islândia é, de facto, um destino original e sem par!

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