Sicília: um jardim no Mediterrâneo

“Non invidio a Dio il paradiso perche sono bem soddisfatto di vivere in Sicilia” (Não invejo a Deus o paraíso pois estou bem contente de viver na Sicília), Frederico II da Germânia.

 

A Sicília é a maior ilha do Mediterrâneo e, por isso mesmo, um ponto estratégico que foi disputado por romanos, gregos, fenícios, árabes e normandos. Todos deixaram a sua marca nesta ilha multicultural que é também um jardim de laranjeiras, limoeiros, palmeiras e amendoeiras. Venha conhecê-la!

 

 

 

 

Palermo

 

 

É o ponto de chegada da maioria dos visitantes e, em si mesma, uma experiência inesquecível. A língua bem pode ser comum (embora o dialeto siciliano propriamente dito soe muito diferente), mas não poderíamos estar mais longe de Milão. Aqui, impera uma atmosfera de caos contido e aristocracia arruinada, tudo erguido em cima de templos romanos e muralhas fenícias. E se qualquer guia recomenda a visita ao Palazzo Riso, ao Palazzo dei Normani, ao Bairro de Kalsa, ou aos mosaicos da Igreja La Martorana, não há dúvida que Palermo não é uma cidade que vive apenas da sua história. Por isso mesmo, a experiência a não perder é uma visita ao mercado da Vucciria. Imortalizado no quadro homónimo, do pintor siciliano Renato Guttoso, é um lugar que ainda hoje reflete a vida palermitana em toda a sua vivacidade: corredores plenos de vegetais, queijos e carnes e um vai-e-vem contínuo de consumidores de todas as idades e estratos sociais, além do constante vociferar dos vendedores. A vida da cidade passa por aqui e também pelo mercado árabe de Ballarò, o de Il Capo ou o de Borgo Vecchio. Tal como o trânsito da cidade, Palermo ignora as regras e sugerimos que faça o mesmo. Comece no impressionante cruzamento barroco de Quattro Canti e parta à aventura. Entre uma espantosa criação local, a do brioche con gelato (bolo com gelado? genial!), e os doces cannoli, não há rua que não prometa uma deliciosa descoberta.

 

 

 

 

De história em história

 

 

Viajar na Sicília é dar com história a cada quilómetro do caminho. Ao sair de Palermo abandonamos os salões sofisticados retratados por Tomaso di Lampedusa em “O Leopardo” e avançamos para uma paisagem que foi moldada por milénios de agricultores, construtores e artistas anónimos, de diversas civilizações. Foram eles que alteraram a face na ilha, com as plantações de citrinos e amendoeiras e com a construção de templos, anfiteatros e palácios. Em Agrigento (inserida na região conhecida como Vale dos Templos, devido à riqueza dos achados arqueológicos), encontra vários templos gregos. O templo de Concordia, em particular, é tido como um dos mais importantes exemplos de arquitetura desta civilização, ainda de pé nos nossos dias. Em Selinunte, no sul, encontra um templo num impressionante cenário escarpado junto ao mar, e em Segesta (tida como uma das mais importantes cidades dos primeiros habitantes da ilha) existe ainda outro belíssimo templo rodeado de suaves colinas. Mas se puder apenas visitar um destes monumentos provavelmente irá optar pelo mais famoso: o anfiteatro em Taormina com o dramático cenário do vulcão Etna como pano de fundo. Já para visitar um exemplo da presença romana nesta ilha visite a Villa Armerina com alguns dos mosaicos mais bem conservados em existência, incluindo o famoso “raparigas em biquíni”, prova de que a ilha era uma estância balnear séculos antes da Era Cristã!

 

 

 

 

Outros Prazeres

 

 

Já dizia Goethe, que também afirmou que a Sicília era a chave para a compreensão de Itália, que a vida é curta demais para beber mau vinho. Felizmente, na ilha do doce Marsala, não há necessidade de consumir nada que não seja absolutamente fresco e delicioso. Aqui, a melhor comida não tem pretensões e faz uso dos melhores ingredientes locais: croissant recheado de pistácio, sfincione (uma piza de massa alta), esparguete com ouriço-do-mar e um dilúvio de sobremesas, dos cannoli à cassata passando pela frutta martorana, feita de maçapão a partir das amêndoas locais. Na dúvida, faça como o famoso Comissário Montalbano, criação de um filho da terra, Andrea Camilleri, e peça o peixe mais fresco do dia, simplesmente grelhado. Se procura praias também está no sítio certo: com cerca de 1000 km de costa a descoberta fica apenas limitada pelo tempo. Taormina e Cefalù são as estâncias mais populares no verão mas San Vito lo Capo é também muito popular (em setembro não perca o festival Cous Cous). E se quiser ir ainda mais longe pode sempre apanhar um ferry para as Éolias!

 


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