Singapura: o que não pode perder nesta cidade-estado

 

 

São apenas 700 quilómetros quadrados, os que compõem esta cidade-estado insular. Mas, ainda assim, há muito para ver. Um destino perfeito para quem adora cosmopolitismo, compras e comida asiática, Singapura abre-nos as portas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem o maior número de milionários residentes, é o quarto centro financeiro do mundo e o seu porto é o mais movimentado do planeta. É também um dos países mais multiculturais que pode visitar, com imigrantes chineses e indianos a conviver com a população malaia e euroasiática. Até o seu símbolo nacional é uma quimera: o leão com rabo de peixe! Este “merlion” (em português talvez lhe pudesse equivaler o “serleão”, palavra composta pela aglutinação de sereia e leão) contempla serenamente os visitantes em Marina Bay Sands e dá as boas-vindas à extraordinária metrópole.

 

 

 

 

Vista sobre a cidade

 

 

Com uma linha de horizonte composta essencialmente por arranha-céus, existem múltiplas oportunidades de contemplar Singapura das alturas. Uma delas é adquirir o passe-diário para o deck de observação do Hotel Marina Bay Sands, pois a vista vale bem a pena, ainda que a pernoita não seja para todas as carteiras. Já quem procura uma experiência única tem ao seu dispor uma roda gigante de 165m de altura que combina o ambiente de feira popular com os estados de espírito mais contemplativos, inspirados pelas deslumbrantes vistas panorâmicas que proporciona.

 

 

 

 

Central Business District

 

 

Mas para começar a sentir o pulso a Singapura, o melhor é passar primeiro pelo Central Business District. A opulente arquitetura ilustra bem porque é que Singapura já é considerada por muitos empresários como um dos melhores destinos do mundo para planear, projetar e fechar grandes negócios. Já Sentosa talvez seja o oposto diametral do centro de negócios: este resort encantador pretende ser o melhor espaço de lazer, descontração e entretenimento de toda a cidade e inclui praias – mais discretas, claro, do que as da vizinha Tailândia, por exemplo, mas, seja como for, capazes de justificar uma visita. Até porque, situada apenas um grau a norte do Equador, esta ilha é 100% tropical e o calor e a humidade apertam.

 

 

 

 

Chinatown e Little India

 

 

Dentro da cidade, e para melhor compreender a fantástica manta de retalhos que os singapurenses compõem, é de rigor visitar os bairros de Chinatown, Little India e a rua Árabe. Embora cada um tenha origem na segregação das várias etnias imposta por Sir Stamford Raffles, responsável pela transformação da ilha num entreposto comercial no século XIX, serviu também, para preservar arquitetura, costumes e gastronomia de cada uma das suas populações. Em Chinatown impõe-se que prove o que muitos consideram o prato nacional – o caranguejo com chili. Já em Little India deverá visitar o templo hindu, o mais antigo da ilha, e a passear pela rua Árabe poderá ver-se obrigado a nova refeição: é que a gastronomia dos seus pequenos restaurantes não tem paralelo.

 

 

 

 

 

O que provar

 

Porque os singapurenses adoram duas coisas: um bom negócio e boa comida. E levam esta última tão a sério que duas bancas guerrearam durante anos pelo privilégio de se promoverem como os cozinheiros da melhor tigela de laksa: aliás, esta sopa de noodles e caril com gambas ou carne de frango é o objeto de uma verdadeira obsessão nacional. E só mais uma coisa a ter em mente quando hesitar quanto à sua próxima refeição: a fila é mesmo um sinónimo de qualidade. Isto é, mesmo que esteja com muita fome, siga para a fila com mais habitantes locais e aguarde: à sua espera terá certamente um prato delicioso.

 

 

 

 

Natureza, museus e compras

 

Os Jardins Botânicos, em Orchard Road, são outra forma sedutora de passar uma manhã ou uma tarde, em especial no seu belíssimo Jardim de Orquídeas, mas quando sair não se esqueça que está numa das mais famosas ruas da cidade para compras! Já para quem procura o bairro jovem da moda, o destino é Tiong Bahru: encontra aí muitas lojas de designers locais e uma famosa livraria independente, a BooksActually, cujos blocos de notas são um original souvenir. Com as suas casinhas pitorescas, pintadas em cores pastel, o bairro Joo Chiat/ Katong é um excelente ponto de partida para saber mais sobre a cultura Peranakan, descendentes de imigrantes chineses que chegaram ao arquipélago malaio entre os séculos XV e XVII (sobre os quais poderá descobrir muito mais ainda no Museu Peranakan). Também paragem obrigatória para quem quer conhecer estas fascinantes culturas é o Museu das Civilizações Asiáticas. Quem pretenda relaxar e um maior contacto com a natureza, tem à disposição o Underwater World, o Jurong Bird Park e o primeiro jardim zoológico noturno do mundo!

 

E para quem tenha a oportunidade de passar o próximo dia 8 de fevereiro nesta magnética cidade, fica prometida uma estrondosa entrada no Ano do Macaco, com muitas festas, diversão, desfiles e mercados!

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